O próximo ano promete ser decisivo para o mercado global. Empresas e consumidores enfrentarão mudanças significativas, impulsionadas por avanços tecnológicos.
A inteligência artificial está revolucionando não só a automação, mas todo o ecossistema de negócios. Isso trará novas oportunidades de crescimento e desafios de segurança.
Estudos do J.P. Morgan e da Logicalis mostram dados concretos sobre investimentos e transformações. Essas informações ajudam a entender o cenário macroeconômico e seu impacto no Brasil.
Novos comportamentos de consumidores digitais surgirão, mapeados por especialistas. Empresas precisam se preparar para oferecer valor adaptado a essas tendências.
Principais Conclusões
- Inteligência artificial transformará ecossistemas de negócios além da automação
- Cenário macroeconômico global terá impactos específicos na América Latina
- Novos perfis de consumidores digitais exigirão adaptação das empresas
- Oportunidades de crescimento virão acompanhadas de desafios de segurança
- Estudos recentes trazem dados concretos sobre investimentos em tecnologia
- Empresas brasileiras enfrentam um paradoxo na transformação digital
- Recomendações estratégicas ajudarão na preparação para 2026
Introdução: Um Mundo em Transformação Digital
Estamos diante de uma revolução que redefine completamente como vivemos e trabalhamos. As mudanças são tão profundas que afetarão desde grandes corporações até o dia a dia das pessoas.

O relatório “Promise and Pressure” do J.P. Morgan destaca três movimentos principais para este período. Avanço da inteligência artificial, inflação persistente e fragmentação geopolítica moldarão o novo cenário.
O que define a economia digital em 2026
A maturação da IA vai além da automação básica. Ela criará novos modelos de negócio e formas de trabalho.
Investimentos em tecnologia triplicarão, saltando de US$ 150 bilhões para mais de US$ 500 bilhões. Essa expansão financiará inovações antes consideradas futuristas.
Para consumidores, o digital se integrará completamente ao tecido de suas vidas. Não será apenas um canal, mas parte essencial da experiência cotidiana.
Por que este ano será um marco para empresas e consumidores
Quarenta por cento do valor de mercado do S&P 500 estará relacionado à inteligência artificial. Isso mostra o impacto real dessas transformação no mundo dos negócios.
As empresas enfrentarão pressão tripla: eficiência, segurança e velocidade. Muitas ainda operam com estruturas organizacionais desalinhadas com essa nova realidade.
O estudo da WGSN revela que o digital será palco para testar emoções e valores. As pessoas buscarão propósito, não apenas funcionalidade.
| Aspecto | 2023 | 2026 (Projeção) |
|---|---|---|
| Investimento em IA | US$ 150 bilhões | US$ 500+ bilhões |
| Impacto no S&P 500 | Menos de 20% | 40% do valor |
| Estrutura empresarial | Principalmente tradicional | Híbrida e adaptativa |
| Expectativa do consumidor | Funcionalidade | Propósito e experiência |
No contexto brasileiro, surge um paradoxo interessante. Sessenta por cento das empresas projetam crescimento no orçamento de TI, mas a estrutura ainda apresenta deficiências.
As microalegrias e o otimismo racional guiarão o consumo. Pequenas conquistas substituirão marcos antigos, redefinindo o que significa valor.
As Principais Forças Moldando a Economia Digital em 2026
Três poderosas correntes estão moldando o futuro dos negócios. Elas redefinem como empresas competem e criam valor no mundo conectado.

Inteligência Artificial: muito além da automatização
A inteligência artificial em 2026 não se limita a automatizar tarefas. Ela transforma fundamentalmente como trabalhamos e tomamos decisões.
Setenta por cento das empresas brasileiras investem em IA por pressão competitiva. Apenas 29% mediram ganhos concretos de produtividade.
O risco de bolha é pequeno. Data centers apresentam taxa de vacância de apenas 1,6%. Os investimentos mostram sustentabilidade.
A nuvem domina a infraestrutura para IA. Sessenta e três por cento das empresas executam modelos fora de casa.
Fragmentação geopolítica e novas cadeias de suprimentos
O planeta se divide em blocos que competem globalmente. As cadeias de suprimentos tradicionais se fragmentam.
A América Latina terá papel estratégico nesse novo cenário. A região se destaca nas cadeias globais e na transição energética.
O aumento dos gastos em defesa na Europa impulsiona crescimento econômico regional. Novas oportunidades surgem em meio à reorganização global.
Segurança digital: o desafio permanente
A segurança se tornou prioridade máxima para 80% das empresas. É o maior índice da série histórica.
Avanços em IA criam ameaças como deepfakes e phishings hiperpersonalizados. A proteção precisa evoluir constantemente.
Apenas 29% das empresas brasileiras têm CISO dedicado. Metade possui SOC para monitoramento contínuo.
Setenta e quatro por cento não possuem governança de IA. Isso cria risco crescente de shadow IT.
| Desafio | Situação Atual | Projeção 2026 |
|---|---|---|
| Investimento em IA | 70% por pressão competitiva | Estratégico e mensurado |
| Segurança digital | 80% prioridade máxima | Integrada ao DNA empresarial |
| Governança de IA | 26% das empresas | Padrão setorial |
| Infraestrutura em nuvem | 63% dos modelos | Dominante no ecossistema |
Essas forças criam um ambiente complexo para líderes empresariais. A adaptação contínua se torna essencial para o sucesso.
Novas mentalidades de investimento surgem diante da inflação persistente. Empresas precisam repensar estratégias de forma criativa.
O Brasil enfrenta desafios específicos nessa transformação. A preparação adequada determinará quem se destacará no novo cenário global.
O Cenário Macroeconômico Global e Seus Impactos
Um novo mapa geopolítico está se formando, alterando completamente as dinâmicas comerciais. Essas transformações afetarão desde grandes corporações até pequenos investidores.

As regras do jogo econômico mudaram para sempre. Bancos centrais enfrentam desafios inéditos com a inflação persistente.
Inflação persistente e novas mentalidades de investimento
A inflação não segue mais os padrões antigos. Frequentemente ultrapassa as metas estabelecidas pelos bancos centrais.
Isso exige novas mentalidades de investimento. Os mercados apresentarão maior volatilidade, demandando estratégias mais ágeis.
O corte de juros pelo Fed apoiará a retomada do crescimento global. Porém, esse movimento acontecerá em ritmo moderado.
Investidores precisarão adaptar suas ações constantemente. A busca por diversificação se tornará ainda mais crucial.
O fim da globalização tradicional e o surgimento de blocos
A globalização como conhecíamos chegou ao fim. Em seu lugar, surge um mundo fragmentado em blocos comerciais.
Essa reorganização geopolítica cria oportunidades específicas. Cada bloco desenvolverá características econômicas distintas.
A Europa verá aumento significativo nos gastos com defesa. Isso impulsionará o crescimento econômico regional de forma sustentada.
Segundo relatório especializado, a China fortalecerá laços com o Sudeste Asiático. Seu superávit comercial continuará em expansão.
O papel do dólar e as oportunidades para novas moedas
O dólar mantém sua posição como refúgio seguro. Porém, investidores começam a buscar alternativas para diversificação.
Bancos centrais aproximam-se do final dos ciclos de flexibilização. Isso cria perspectivas encorajadoras para outras moedas.
A Índia e Taiwan emergem com oportunidades de destaque. Seus setores de tecnologia experimentam crescimento independente.
Pela primeira vez, vemos um cenário multipolar monetário. Cada empresa precisará navegar por essas novas realidades.
A América do Sul concentra 40% da produção mundial de cobre. Possui 38% das reservas globais, posicionando-se estrategicamente.
Essa vantagem natural fortalece o papel da região. A transição energética global depende desses recursos essenciais.
O Brasil na Economia Digital de 2026: Desafios e Potencial
O cenário brasileiro apresenta características únicas nessa transformação global. As organizações locais navegam entre enormes oportunidades e desafios estruturais específicos.

Muitas companhias demonstram ambição nos investimentos tecnológicos. Porém, enfrentam dificuldades para transformar gastos em resultados mensuráveis.
O paradoxo da transformação digital nas empresas brasileiras
Sessenta por cento das empresas projetam crescimento nos orçamentos de TI. Desse total, 37% planejam aumentos de até 10%, enquanto 23% ultrapassam essa marca.
Esse investimento contrasta com resultados ainda limitados. Apenas 29% conseguiram medir ganhos concretos de produtividade com inteligência artificial.
Setenta por cento das investimentos em IA acontecem por pressão competitiva. A falta de estratégias claras explica parte desse paradoxo.
Orçamentos de TI em crescimento mas estrutura ainda deficiente
A eficiência operacional lidera as prioridades pelo segundo ano consecutivo. Sessenta e sete por cento das organizações buscam melhorar seus processos internos.
A experiência do cliente ascendeu para segunda posição nas preocupações. Saltou de quarto para 59% das prioridades, definindo novas abordagens de fidelização.
A segurança da informação domina a agenda tecnológica nacional. Oitenta por cento das companhias a consideram prioridade máxima, maior índice da série histórica.
Porém, a infraestrutura de proteção ainda apresenta deficiências significativas. Apenas 29% possuem CISO dedicado e metade conta com SOC para monitoramento contínuo.
O papel estratégico da América Latina na transição energética
A região se consolida como força indispensável nas cadeias globais. Seu importância estratégica cresce na reorganização geopolítica mundial.
A América do Sul concentra 40% da produção mundial de cobre. Detém 38% das reservas globais, posicionando-se como ator fundamental na transição energética.
Os bancos centrais aproximam-se do final dos ciclos de flexibilização. Isso cria perspectivas encorajadoras para as moedas locais e investimentos regionais.
O ponto crucial está em desenvolver soluções que aproveitem essas vantagens naturais. A integração entre recursos naturais e tecnologia definirá o sucesso futuro.
| Indicador | Situação Atual | Meta 2026 |
|---|---|---|
| Empresas com orçamento de TI crescente | 60% | 75%+ |
| Ganhos mensuráveis com IA | 29% | 50% |
| Prioridade: eficiência operacional | 67% | Mantém liderança |
| Experiência do cliente como prioridade | 59% | 70%+ |
| Empresas com CISO dedicado | 29% | 60% |
A cultura interna representa 87% do sucesso na implementação de IA segundo CIOs. As ferramentas tecnológicas são importantes, mas o fator humano decide os resultados.
As microalegrias continuarão guiando o consumo brasileiro. Pequenas conquistas diárias definirão o que significa valor para os consumidores locais.
O momento exige preparação adequada e visão de longo prazo. Quem se adaptar primeiro colherá os frutos dessa transformação histórica.
O Consumidor Digital de 2026: Novos Comportamentos e Expectativas
A forma como as pessoas interagem com marcas e serviços está passando por mudanças profundas. Novos perfis de consumo emergem, redefinindo completamente o que significa valor para diferentes públicos.

Estudos recentes da WGSN mapearam quatro arquétipos principais que ganharão força nos próximos anos. Cada grupo apresenta necessidades específicas que exigem abordagens personalizadas.
Os quatro perfis emergentes: Esperançosos, Autônomos, Imparciais e Sinérgicos
Os Esperançosos buscam significado nas pequenas conquistas do dia a dia. Eles valorizam microvitórias e conexões genuínas com marcas que entendem sua jornada.
Já os Autônomos priorizam independência e customização profunda. Rejeitam normas rígidas e esperam soluções adaptadas às suas preferências individuais.
Os Imparciais focam em transparência e fatos concretos. São céticos em relação à desinformação e exigem veracidade em todas as comunicações.
Por fim, os Sinérgicos querem que as tecnologias beneficiem a sociedade como um todo. São guiados por valores coletivos e preocupação com o meio ambiente.
Microalegrias e otimismo racional: os sentimentos que guiam o consumo
As microalegrias representam pequenos momentos de bem-estar no ambiente digital. Interações leves, gamificação e pausas intencionais ganham importância.
O otimismo racional busca esperança baseada em evidências concretas, não em positividade cega
Esse sentimento contrasta com a ansiedade moral que surge quando valores pessoais são contrariados. Consumidores abandonam marcas que não alinham com seus princípios.
No contexto brasileiro, essas tendências se manifestam de forma particular. As microalegrias ressoam especialmente em um cenário de recuperação econômica.
Personalização, propósito e transparência como exigências básicas
Esses três elementos deixam de ser diferenciais para se tornarem requisitos mínimos. Empresas que não os oferecerem ficarão para trás no médio prazo.
Os calendários de marketing serão reimaginados com base em marcos pessoais. Microcelebrações substituirão datas tradicionais como ferramentas de engajamento.
Experiências digitais emocionais e comunidades com propósito ganharão espaço. As pessoas buscarão conexões mais autênticas e significativas.
| Perfil Consumidor | Principal Característica | Expectativa Central |
|---|---|---|
| Esperançoso | Valoriza microconquistas | Conexão pessoal e significado |
| Autônomo | Busca independência | Personalização profunda |
| Imparcial | Foca em transparência | Veracidade e fatos concretos |
| Sinérgico | Orientado por valores coletivos | Benefício social e ambiental |
Essa transformação representa parte fundamental da evolução do consumo. Marcas precisam entender profundamente cada perfil para construir relacionamentos duradouros.
A adaptação a esses novos comportamentos não é opcional. Será determinante para o sucesso nos próximos ciclos de crescimento.
Conclusão: Preparando-se para o Futuro Digital
O caminho à frente exige adaptação inteligente e ações concretas. Empresas que compreenderem profundamente seus públicos terão vantagem competitiva.
Personalização, transparência e propósito não são mais diferenciais. São requisitos básicos para criar valor real.
Simplificar arquiteturas e integrar segurança à estratégia será crucial. Isso criará um ambiente mais seguro para inovação e crescimento sustentável.
Líderes que equilibrarem governança com agilidade se destacarão. Eles transformarão desafios em oportunidades de trabalho mais significativo.
O momento é de ação consciente e preparação estratégica. Quem agir agora colherá os frutos desta transformação histórica.
